quinta-feira, 18 de abril de 2013

O Homem e o Disco


Sarandi era capataz em uma fazenda no sul. Era ele um bom capataz. 
Sabia a lida do gado como poucos, era domador de cavalos e um laçador habilidoso.
Sabia também o ofício de carneador, com a ajuda de mais dois peões ele sangrava, carneava e separava as partes de uma rês, antes que os corvos pudessem sentir o cheiro da morte.
Certo dia estava Sarandi a conduzir o gado para pastagens mais verdes quando avistou algo muito estranho. 
Próximo a uma mata fechada viu uma luz clara e bastante brilhante. 
O sol estava baixo, quase se pondo, mas ainda era dia. 
Sarandi não pensou duas vezes, verificou as balas em seu revólver e se pôs em galope rumo a bizarra luminosidade. 
Em sua mente, o capataz achava que podia se tratar de um incêndio, alguém com um farol ou coisa assim, mas não sabia ao certo o quê poderia ser.
Conforme ia se aproximando a luz ia ficando mais intensa, porém não ouvia-se ruído algum.
Cavalgando em meio a relva ele via que a luz estava próxima a uma plantação de soja, que ficava depois da mata.   
Estando a alguns metros de sair do meio do mato e ver o quê era aquela luz, seu cavalo resolveu parar o trote, causando uma certa irritação no capataz. 
Vendo que não tinha o quê fazer, Sarandi resolveu apear e continuar o trajeto a pé, puxando o cavalo pelas rédeas.
Quanto mais se aproximava da luz, mais o cavalo ficava inquieto e arisco. 
Finalmente saíram da mata e puderam ver a causa daquela luz.
Era algo bizarro e estranho, algo que a imaginação do capataz não poderia criar. 
Cerca de vinte e cinco metros acima da plantação, planava uma nave em formato de disco. Ela devia ter uns cinco metros de altura por uns vinte de circunferência, emitia luzes rosadas, esverdeadas e brancas. 
Sarandi ficou por um tempo congelado assistindo aquela nave, mas quando recobrou sua consciência imaginou ser uma espécie de avião ou algo assim. 
Ele não exitou, armou-se do seu revólver e saiu correndo em direção do estranho objeto. 
Disparou o primeiro tiro e logo a nave irradiou uma luz muito forte que iluminou todo o perímetro. 
No dia seguinte, o fazendeiro estava no campo pela manhã à procura de seu capataz, vasculhou todos os cantos junto com outros peões e nada.
Pela tarde um dos peões encontrou o cavalo, que pastava próximo a plantação, ainda encilhado.
Vasculharam a área e encontraram uma marca em formato de círculo, que queimou e derrubou alguns pés de soja.
Sarandi nunca mais foi visto, meses depois foram encontradas outras três marcas em plantações próximas a fazenda. 


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Inconformismo


Sem os inconformados o mundo jamais seria o que é, ainda estaríamos morando em cavernas.
O inconformismo fez, um dia, um primata se erguer e começar a caminhar de pé.
Os inconformados não temeram desafiar os limites da natureza, e do próprio homem.
Todo herói é um inconformado de plantão, é ele que luta contra injustiça. 
Talvez por causa de todo esse inconformismo, um dia o mundo acabe sucumbindo. 
Mas seria terrível se o homem não tivesse evoluído, e ainda estivesse morando na sua caverna, com uma fêmea rejeitada pelo macho dominante do bando.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Números, Apenas Números

Eu odeio matemática, acho que muitos são como eu. Acho meio imbecil problemas de matemática, por que sempre dão em um único e exato resultado.
Acho que o mundo sem os números seria mais mágico. Lógico que os matemáticos, físicos e afins iriam discordar de mim. 
Mas mesmo assim, vamos a minha esquizofrênica tese:
Os números servem para contar um tempo que nem existe, talvez exista tempo por que existem números.
Os números ativam superstições estranhas nas pessoas,(sexta feira 13, 666 e outros).
Números nos envelhecem, nos tornam preocupados, limitam nossa existência. 
Acho que um ser muito iluminado um dia inventou a música, e logo após, um ser muito maléfico inventou os números,  contou e dividiu as notas musicais.
Um poeta não precisa de números, um genocida sim.
Os números criaram estradas, pontes, edifícios, fizeram homens viajar pelos continentes, e até ao espaço. E também levaram a fama por essas grandes "aventuras" humanas.
Afinal o que é mais importante?
Calcular a distância até o sol, ou admirar o milagre que é a aurora e o ocaso.


domingo, 5 de agosto de 2012

Rede Globalização de TV


Hoje em dia o acesso a mídias se tornou algo bem simples.
Existem muitas mídias para dar audiência. Alguns simples exemplos são; redes sociais, youtube, dvds etc.
E mesmo com todas essas mídias ainda existe um fenômeno chamado novela da globo.
Eu realmente não entendo como pode haver tantos comentários em redes sociais sobre isso.
Se eu fosse um teorista da conspiração, diria que se trata de lavagem cerebral ou algo do gênero. Mas não quero entrar nessa área tão pantanosa.
A novela faz parte da cultura brasileira eu sei, e minha geração foi marcada por algumas delas, sem dúvida.
Estranho é esse fenômeno transcender gerações, pois hoje em dia o acesso à informação está literalmente na palma da mão.
O que mais me impressiona é a banalidade, pois as histórias são sempre as mesmas. Enquanto os seriados americanos (cada vez mais) procuram capturar a atenção com assuntos sobrenaturais e extraordinários.
Talvez o público americano seja em sua maioria mais intelectualizado e/ou elitista. Ou simplesmente eles tenham um controle remoto em sua mão, e não tenham medo de usá-lo. 

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Pecados

segunda-feira, 18 de junho de 2012

sexta-feira, 1 de junho de 2012

A fera


A fera pode ser o homem, contaminado pela raiva.